
Era noite, estava toda família reunida em um jantar magnífico, em uma longa conversa que parecia não ter fim, e todos riam muito e eu só observava.
Passado algumas horas fomos todos repousar,
minha mãe como sempre, espontaneamente leu uma historia para que eu
dormisse, concluímos a história "do pequeno príncipe"
história fascinante. Mamãe ao sair
sentiu um aperto em seu peito e disse que algo de ruim iria acontecer, eu não
entendi nada, e adormeci.
No silêncio atormentador da madrugada na qual
só se ouvia a orquestra de grilo e cachorros regidos por um vento assustador.
Escutei barulhos vindos de cima da casa, parecia que batiam baquetas em meu
telhado que simulava o som de uma bateria, a frequência das batidas
aumentava mais e mais, e escutei um barulho ensurdecedor, e não vi mais nada.
De repente acordei, sentia-me leve e comecei a flutuar. E quando me dei conta estava sobrevoando meu lar, porém era tudo estranho, e aos poucos fui me dando conta do que estava acontecendo, olhando todos aqueles destroços e a terra molhada, percebi que o morro havia descido ladeira abaixo, nesse momento eu fiquei desesperado.
Vi minha mãe ajoelhada cavando o chão
desesperada, ela procurava algo, essa cena me comoveu muito. Logo adiante vi
chegar os bombeiros e logo uma multidão de curiosos e voluntários. Alguns minutos depois, vi os bombeiros retirar um
menino dos destroços parecia ter mais ou menos seis anos de idade, aproximei-me
um pouco mais, e tive um encontro comigo mesmo, entrei em desespero.
Quando de repente veio um
menino de cabelos encaracolados e com um enorme par de asas e brilhava muito,
segurou em meus braços e pediu que eu o acompanhasse, mas eu não queria deixar
o local, e minha mãe como ela vai ficar? Pensava eu atônito e apavorado. Mas
algo me confortou e me fez perceber que ali já não era mais o meu lugar. Apesar
da minha mãe não poder me ver, eu despedi dela e acrescentei uma frase que
havia ouvido naquele dia “O essencial é invisível aos olhos e só se
pode ver com o coração" o que rendeu a ela um arrepio e pude perceber nela
um conforto desenhado em seu semblante.
Conto:
Conto:













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